quinta-feira, 2 de junho de 2016

Grupos Sociais e Instituições Sociais

Grupos Sociais
Os grupos sociais são definidos pela interação estabelecida entre as pessoas e o sentimento de identidade existente; em outros termos, é a forma básica de associação humana.
O que difere os grupos sociais dos chamados “agregados sociais”, é justamente a forma de interação entre as pessoas, ou seja, uma multidão numa passeata corresponde a um agregado social e não necessariamente a um grupo social, visto que compartilham, de alguma forma, um ideal, uma curiosidade, contudo, durante sua efetivação, estabelecem o mínimo de comunicação e de relações sociais.
Com efeito, de modo sistemático e coerente, dentro de um grupo social, os indivíduos que o compõem, desenvolvem uma relação estável, os quais compartilham histórias, objetivos, interesses, valores, princípios, símbolos, tradições e, sobretudo, as leis e as normas que asseguram as relações interpessoais e o desempenho de determinados papéis entre os sujeitos sociais.
Observe que durante a vida participamos de diversos grupos sociais, seja na escola, nas manifestações religiosas, tradicionais e culturais.
Assim, desenvolvemos muito de nossas reflexões a partir do nosso entorno, de modo a concluir que um grupo social possui uma função primordial na configuração da sociedade, uma vez que auxilia na criação de uma identidade grupal, bem como na formação dos gostos e preferências, valores e visões de mundo.
Alguns mecanismos de sustentação dos grupos sociais são: liderança (pessoal ou institucional), normas, sanções e valores sociais.
Jean Paul Sartre (1905-1980), filósofo e crítico francês, discute sobre a formação dos grupos sociais e atribui à composição dialética dos grupos, o conceito de “serialidade”, ou seja, o processo que denota a dispersão e a solidão dos homens, e na medida que é superado, ocorre a constituição de um grupo social, por meio do processo inicial denominado “fusão social”.
Como exemplo, podemos citar a fila de um banco, donde as pessoas permanecem juntas, porém, sem interação e integração. Essa falta de interação, já denota a inexistência de um grupo social.
http://www.todamateria.com.br/grupos-sociais/

O que é Instituição Social?

“Instituição Social” é uma forma de organização da sociedade. Como exemplo, podemos citar a família, o Estado, a Escola, as ONGs e a denominação religiosa.

A instituição social é uma estrutura social relativamente permanente e marcada por padrões de comportamentos delimitado por normas e valores específicos, sendo marcada por finalidades próprias, além de uma estrutura unificada.

Tomemos como exemplo as denominações religiosas. Por denominação religiosa entendemos as instituições praticantes de uma religião. O cristianismo é uma
religião, já a Igreja Católica Apostólica Romana é uma das denominações religiosas dessa religião. Poderíamos citar como denominação religiosa  a Igreja Universal do Reino de Deus, a Assembleia de Deus, a Igreja Presbiteriana do Brasil, etc.

No caso das denominações religiosas, sua estrutura é marcada por uma hierarquia específica (por exemplo, Pastor, diácono, obreiro, membro, etc.), normas de conduta (por exemplo, não usar determinados objetos ou vestimentas), crenças (por exemplo, crer na Trindade) e valores próprios (não matarás, não cobiçar a mulher do próximo).

Todas as Instituições Sociais têm função (meta, objetivo ou propósito) e estrutura. A função é o elemento agregador, enquanto que a estrutura é o elemento organizador, possibilitador da convivência social.

As instituições podem ser de origem espontânea (família) ou criadas (denominação religiosa). Existem basicamente dois tipos de Instituições Sociais, quanto a sua forma de atuação:

1.    Regulativas;
2.    Operativas:

As Instituições Regulativas, como sugere o nome, tem por característica de atuação a regulação. Aqui se enquadra a denominação religiosa, a escola e a família. As instituições operativas caracteriza-se pela atuação operativa, como por exemplo o os órgãos públicos de operação, como o Departamento de cobrança de Impostos.

 Referência Bibliográfica
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Sociologia Geral. 7ª edição. São Paulo: Atlas, 2010.
http://www.cafecomsociologia.com/2013/01/o-que-e-instituicao-social.html







domingo, 29 de maio de 2016

Como nos tornamos aquilo que somos?


Como nos tornamos aquilo que somos?

1- Definição de Cultura


Cultura é o conjunto de manifestações artísticas, sociais, linguísticas e comportamentais de um povo ou civilização.

Portanto, fazem parte da cultura de um povo as seguintes atividades e manifestações: música, teatro, rituais religiosos, língua falada e escrita, mitos, hábitos alimentares, danças, arquitetura, invenções, pensamentos, formas de organização social, etc.

Uma das capacidades que diferenciam o ser humano dos animais irracionais é a capacidade de produção de cultura.

http://www.suapesquisa.com/o_que_e/cultura.htm

2- Manifestações Culturais

Carnaval de Congo de Máscaras

Uma das mais importantes manifestações folclóricas do município de Cariacica é o Carnaval de Congo de Máscaras.
De acordo com a cultura popular, a tradicional festa surgiu a partir das procissões locais que eram feitas em Cariacica em homenagem a Nossa Senhora da Penha. Diante da dificuldade de locomoção até o Convento da Penha, os moradores decidiram homenagear a santa saindo pelas ruas da localidade em procissões animadas por tambores de congo. Com o passar dos anos, a festa cristã organizada pelos brancos misturou-se às raízes negras e indígenas, dando origem ao carnaval. Hoje é uma das festas mais singulares do folclore capixaba.
Há relatos populares que as máscaras eram usadas pelos antigos escravos (Roda d’Água era uma área de quilombo), que queriam participar da festa, mas não podiam ser reconhecidos. Com o passar do tempo, o uso das máscaras passou a ser uma brincadeira. Os moradores da região que hoje participam da festa, somente retiram a máscara ao final da celebração revelando sua identidade. João Bananeira é o personagem mascarado mais popular e característico do Carnaval de Máscaras de Roda D’Água, sendo um elemento folclórico fundamental para caracterizar a diferença e a originalidade das bandas de congo locais. Ele representa a alegria e a resistência cultural do povo de Cariacica.
As bandas de congo são grupos musicais típicos do Espírito Santo e diretamente ligados à cultura religiosa local. Eles costumam se apresentar devidamente uniformizados em festas religiosas que homenageiam, além de Nossa senhora da Penha, São Pedro, São Benedito, São Sebastião e outras ocasiões festivas. Os grupos são formados por homens, mulheres que cantam, dançam, tocam tambores, caixa, cuíca, chocalhos, ferrinho, pandeiros, apitos e casacas. Normalmente um dos membros do grupo carrega um estandarte que caracteriza o grupo e o santo do qual são devotos. Vale ressaltar que apesar do congo pertencer ao folclore capixaba e ser encontrado em todo Estado o Carnaval de Congo de Máscara é uma manifestação singular, realizado apenas na região de Roda D’Água em Cariacica. 


3- Assista o vídeo: 










FORDISMO x TOYOTISMO


FORDISMO x TOYOTISMO

1- Observe as imagens - Fordismo



2- Observe a imagem- Toyotismo



3- Quadro Comparativo: Fordismo x Taylorismo


4- Vídeo: 






Lista de Revisão Cultura e Indústria Cultural

1. (Ufsm)  Leia o texto:

Do mesmo modo que em outros ramos industriais, a industria cultural transforma matéria-prima em mercadorias, criando novos padrões de consumo, voltados para atender às demandas de um determinado público-alvo.

TERRA, Lygia; ARAUJO, Regina; GUIMARÃES, Raul Borges. Conexões: estudos de geografia do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009. p.134.

Em relação ao monopólio da informação no Brasil, assinale verdadeira (V) ou falsa (F) em cada afirmativa a seguir.

(           ) Existe a concentração da veiculação dos produtos culturais nas mãos de poderosos grupos empresariais.
(           ) As concessões de rádio e TV têm sido utilizadas como moeda de troca nas negociações que estabelecem alianças políticas.
(      ) Os grandes grupos econômicos puderam, por meio de investimentos no controle das inovações tecnológicas em comunicações, ampliar espacialmente sua influência, ditando novos padrões de consumo.

A sequência correta é
a) V – V – V.   
b) F – F – V.   
c) V – F – V.   
d) F – V – F.   
e) V – F – F.   
 
2. (Unesp)  Não somente os tipos das canções de sucesso, os astros, as novelas ressurgem ciclicamente como invariantes fixos, mas o conteúdo específico do espetáculo só varia na aparência. O fracasso temporário do herói, que ele sabe suportar como bom esportista que é; a boa palmada que a namorada recebe da mão forte do astro, são, como todos os detalhes, clichês prontos para serem empregados arbitrariamente aqui e ali e completamente definidos pela finalidade que lhes cabe no esquema. Desde o começo do filme já se sabe como ele termina, quem é recompensado, e, ao escutar a música ligeira, o ouvido treinado é perfeitamente capaz, desde os primeiros compassos, de adivinhar o desenvolvimento do tema e sente-se feliz quando ele tem lugar como previsto. O número médio de palavras é algo em que não se pode mexer. Sua produção é administrada por especialistas, e sua pequena diversidade permite reparti-las facilmente no escritório.

(Theodor W. Adorno e Max Horkheimer. “A indústria cultural como mistificação das massas”. In: Dialética do esclarecimento, 1947. Adaptado.)

O tema abordado pelo texto refere-se
a) ao conteúdo intelectualmente complexo das produções culturais de massa.   
b) à hegemonia da cultura americana nos meios de comunicação de massa.   
c) ao monopólio da informação e da cultura por ministérios estatais.   
d) ao aspecto positivo da democratização da cultura na sociedade de consumo.   
e) aos procedimentos de transformação da cultura em meio de entretenimento.   
 3. (Unesp)  Os reality shows são hoje para a classe mais abastada e intelectualizada da sociedade o que as novelas eram assim que se popularizaram como produto de cultura massificada: sinônimo de mau gosto. Com uma maior aceitação das novelas na esfera dos críticos da mídia, o reality show segue agora como gênero televisivo mundial, transmitido em horário nobre, e principal símbolo da perda de qualidade do conteúdo televisivo na sociedade pós-moderna. Os reality shows personificam as novas formas de identificação dos sujeitos nas sociedades pós-modernas. Programas como o BBB são movidos pelas engrenagens de uma sociedade exibicionista e consumista, que se mantém vendendo ao mesmo tempo a proposta de que cada um pode sair do anonimato e conquistar facilmente fama e dinheiro.

(Sávia Lorena B. C. de Sousa. O reality show como objeto de reflexão cultural. observatoriodaimprensa.com.br)

Sobre a relação entre os meios de comunicação de massa e o público consumidor, é correto afirmar que:59
a) a qualidade da programação da tv não é condicionada pelas demandas e desejos dos consumidores culturais.   
b) o reality show é uma mercadoria cultural relacionada com processos emocionais de seu público.   
c) os critérios estéticos independem do nível de autonomia intelectual dos consumidores.   
d) no caso dos reality shows, a televisão estimula a capacidade de fruição estética do público consumidor.   
e) os programadores priorizam aspectos formativos relegando o entretenimento a uma condição secundária.   
 
4. (Uema)  Historicamente, pode-se dizer que toda sociedade elabora sua própria cultura, mas as culturas estão interligadas, a não ser que o grupo social esteja em condições de isolamento e não sofra influência de outras culturas. Ressalta-se que o conceito de cultura é recente e plástico. Geertz (1978) afirma que “[...] a cultura não é um poder, algo ao qual podem ser atribuídos casualmente os acontecimentos sociais, os comportamentos, as instituições ou os processos; ela é um contexto, algo dentro do qual eles (os símbolos) podem ser descritos de forma inteligível – isto é, descritos com densidade.”

GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.

Essa flexibilidade no sistema capitalista manifestada na indústria cultural apresenta as seguintes características: 
a) Marketing, comercialização de bens culturais, cidade-mercadoria, publicidade.    
b) Tradição, genocídio cultural, nacionalismos, grandes narrativas.    
c) Homogeneização cultural, erudição, urbanização, subcultura.    
d) Memória, identidade cultural, fetiche, etnocentrismo.    
e) Folk, aculturação, xenofobia, tribalismo.    
 
5. (Interbits) 





No dia 27 de janeiro de 2013, 231 pessoas morreram em um incêndio causado em uma boate na cidade de Santa Maria (RS). Desde o incidente, a imprensa cobriu, de maneira intensa, toda a repercussão do fato. No entanto, esse tipo de abordagem, ao transmitir publicamente situações de sofrimento e dor, acaba por revelar um dos aspectos centrais da indústria midiática, que é o de:
a) Veículo de anomia social.   
b) Transmissão de caráter de utilidade pública.   
c) Espetacularização da sociedade.   
d) Valorização da vida humana.   
e) Nenhuma das anteriores.   
 
6. (Interbits)  Leia:

Quinze minutos de fama
Mais um pros comerciais
Quinze minutos de fama
Depois descanse em paz

O gênio da última hora
É o idiota do ano seguinte
O último novo-rico
É o mais novo pedinte

Não importa contradição
O que importa é televisão
Dizem que não há nada que você não se acostume
Cala a boca e aumenta o volume então

A melhor banda de todos os tempos da última semana – Sérgio Britto/Branco Mello (Titãs) (adaptado)


A música acima, interpretada pela banda Titãs, faz uma crítica a qual característica da televisão contemporânea?
a) Ao caráter elitista das transmissões televisivas.   
b) À sua inserção comprometida com a transformação social e com as mudanças de paradigmas culturais.   
c) À grande quantidade de comerciais existentes nos programas televisivos, que prejudicam a qualidade dos programas de domingo.   
d) Às contradições próprias de qualquer tipo de instrumento cultural urbano.   
e) À forma como ela se apresenta como um produto da indústria cultural, servindo de instrumento de alienação.   
 
7. (Interbits)  Leia.

Tive o prazer de ver o Nirvana desbancar Michael Jackson e seus súditos do topo das paradas de sucesso, abrindo espaço para os alternativos remodelarem a música pop. A plebe havia tomado o poder, coisa impensável em outras épocas. Foi bom demais para ser verdade.
E aí as grandes gravadoras lançaram-se numa busca desesperada pelo próximo fenômeno comercial e incentivaram os copiadores de plantão a fazer mais do mesmo. Os originais deram espaço aos oportunistas sem imaginação. Banda boa passou a ser banda que vendia bem. Critérios artísticos foram substituídos por critérios comerciais e deu no que deu. O resultado disso é sentido neste início de século. Os artistas que dominam as paradas são totalmente descartáveis e os criativos voltaram para os subterrâneos, seu habitat natural, onde reina a liberdade autoral.
Paralelamente, a MTV criou um monstro sem querer. Os vídeos veiculados por ela passaram a ser mais importantes do que a música em si. Passamos a suportar música ruim porque o clipe é bom. Por isso entendo quando a nova MTV diz que videoclipes quase não terão mais tanta importância na sua programação. Esse formato de VJ/videoclipe está mesmo esgotado, é hora de inventar um outro modo para falar de música.

MOREIRA, Gastão. Gastão sobre MTV: "Passamos a suportar música ruim porque o clipe é bom". Uol Entretenimento. 30 set. 2013. Adaptado. Disponível online em: <http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2013/09/30/...clipe-e-bom.htm> Acesso em 08 out. 2013.
O texto acima comenta sobre as mudanças no canal de televisão MTV Brasil. Do ponto de vista sociológico, esse tipo de análise revela:
a) A falta de criatividade dos músicos brasileiros que, por não produzirem boa música, são obrigados a investir em clipes caros para tornarem atrativas as suas produções.   
b) A capacidade crítica dos criadores da MTV em redesenhar o canal de televisão. Ao invés de sucumbirem à crise, eles reformularam os programas, tornando-os mais bem feitos.   
c) A crise do mercado fonográfico brasileiro. Não é somente a MTV que teve que se reestruturar, mas todas as grandes empresas, que hoje não mais conseguem garantir sua importância econômica.   
d) A força da indústria cultural em criar produtos massificados e facilmente consumíveis pelo grande público. É isso que produz artistas descartáveis e de pouco qualidade fonográfica.   
e) A incapacidade monstruosa de os vídeos veiculados na internet serem produzidos por grandes produtoras comerciais.   
 
8. (Interbits) 



Há, na tirinha acima, uma crítica à forma de cultura veiculada pela televisão. Tendo em vista a abordagem sociológica, assinale a alternativa que corresponde ao tipo de cultura que está sendo criticada.
a) Cultura no seu sentido antropológico, relacionada à diversidade das práticas, dos símbolos e das formas de pensar, agir e sentir.   
b) Cultura política, relacionada às formas de estabelecimento de relações de poder.   
c) Cultura erudita, relacionada às formas de produção estética da elite.   
d) Cultura popular, própria das classes econômicas mais baixas.   
e) Cultura de massa, produzida pela indústria cultural.    
 
9. (Unisc)  “Em um contexto nacional em que o desenvolvimento econômico é institucionalmente defendido como a solução para todos os males sociais, se faz necessário refletir sobre a forma como os indígenas são representados nos meios de mídia de massa na atualidade. A evidente emergência de discursos anti-indigenistas nestes meios tem consequência direta na vida destas coletividades, na forma como são tratadas cotidianamente pelas populações não índias, com as quais, inevitavelmente, convivem e compartilham espaços.
Assim como nos séculos passados, não são poucos os episódios de perseguição a minorias autóctones e quilombolas no Brasil do século XXI. Há uma recorrência de manifestações anti-indigenistas, estas não se dão de forma regular, estável, mas oscilam, surgem entre extremos situados entre o esquecimento/apagamento e o revisionismo/memória de uma construção de nação que destina um lugar aos indígenas apenas e tão somente no seu passado.”

Fonte: PRADELLA, L. G.; ELTZ, D. Mídia de massa e anti-indigenismo no sul do Brasil do século XXI. In: RIO GRANDE DO SUL. Coletivos guaranis no Rio Grande do Sul. Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul/Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, 2010, p. 50).

I. O texto defende o fenômeno da aculturação para resolução e integração dos povos indígenas na sociedade nacional.
II. Segundo os autores, os meios de comunicação de massa são responsáveis pela fiscalização de políticas indigenistas, representando todos os pontos de vista em seus discursos midiáticos.
III. Conforme o texto, a mídia, de forma recorrente, nega a atualidade dos direitos indígenas na nação brasileira.
IV. Para os autores, discursos anti-indigenistas baseiam-se na defesa do valor histórico das populações indígenas.

Assinale a alternativa correta.
a) Somente a afirmativa I está correta.   
b) Somente a afirmativa III está correta.   
c) Somente as afirmativas I e IV estão corretas.   
d) Somente as afirmativas III e IV estão corretas.   
e) Somente as afirmativas I e II estão corretas.   
 
10. (Unicentro)  “Com o desenvolvimento do capitalismo, também a arte passa a ser cada vez mais regida por princípios de mercado. Em um sentido bem preciso: o formato mercadoria passa a determinar a própria forma de produção da arte. A ideia fundamental é a de que há padrões, "standards" de produção da arte que têm de ser respeitados se quem produz arte quiser ter sucesso”

(Marcos Nobre, Folha de São Paulo, coluna opinião. 16/12/2008).

Nos anos quarenta do século passado, dois filósofos e sociólogos alemães, da chamada Escola de Frankfurt, Max Horkheimer e Theodor Adorno, pensando a questão da arte e da cultura no mundo capitalista cunharam uma expressão que, desde então, passou a ser sistematicamente utilizada para designar a forma de produzir e consumir cultura nas sociedades industrializadas. Que expressão é essa?
a) Cultura industrial.   
b) Cultura mercantilizada.   
c) Indústria cultural.   
d) Mercantilização cultural.   
e) Fabricação cultural.   






















Gabarito
1:   [A]
2:   [E]
3:   [B]
4:   [A]
5:   [C]
6:   [E]
7:   [D]
8:   [E]
9:   [B]

10: [C]

Lista de Revisão Clássicos da Sociologia

1. (Ueg 2011) 



Algumas pessoas conseguem mais do que outras nas sociedades – mais dinheiro, mais prestígio, mais poder, mais vida, e tudo aquilo que os homens valorizam. Tais desigualdades criam divisões na sociedade – divisões com respeito a idade, sexo, riqueza, poder e outros recursos. Aqueles no topo dessas divisões querem manter sua vantagem e seu privilégio; aqueles no nível inferior querem mais e devem viver em um estado constante de raiva e frustração [...]. Assim, a desigualdade é uma máquina que produz tensão nas sociedades humanas. É a fonte de energia por trás dos movimentos sociais, protestos, tumultos e revoluções. As sociedades podem, por um período de tempo, abafar essas forças separatistas, mas, se as severas desigualdades persistem, a tensão e o conflito pontuarão e, às vezes, dominarão a vida social.

TURNER, Jonathan H. Sociologia: Conceitos e aplicações. São Paulo: Pearson, 2000. p. 111.
(Adaptado).

A observação da figura e a leitura do texto permitem inferir:
a) no plano social, a igualdade humana está explícita em dois setores bem definidos: na Justiça, segundo a qual todos são iguais perante a lei, e na educação, em que todos devem ter oportunidades iguais; essas práticas são vivenciadas pela sociedade brasileira.   
b) segundo Karl Marx, aqueles que possuem ou controlam os meios de produção têm poder, sendo capazes de manipular os símbolos culturais através da criação de ideologias que justifiquem seu poder e seus privilégios.   
c) a estratificação de classes existe quando renda, poder e prestígio são dados igualmente aos membros de uma sociedade, gerando, portanto, grupos culturais, comportamentais e organizacionais semelhantes.   
d) a estratificação, na visão de Karl Marx, mostra que a luta de classes não se polariza entre o ter e o não ter e envolve mais do que a ordem econômica.   
  
2. (Uel 2014)  A cidade desempenha papel fundamental no pensamento de Émile Durkheim, tanto por exprimir o desenvolvimento das formas de integração quanto por intensificar a divisão do trabalho social a ela ligada.
Com base nos conhecimentos acerca da divisão de trabalho social nesse autor, assinale a alternativa correta.
a) A crescente divisão do trabalho com o intercâmbio livre de funções no espaço urbano torna obsoleta a presença de instituições.   
b) A solidariedade orgânica é compatível com a sociedade de classes, pois a vida social necessita de trabalhos diferenciados.   
c) Ao criar seres indiferenciados socialmente, o “homem massa”, as cidades recriam a solidariedade mecânica em detrimento da solidariedade orgânica.   
d) O efeito principal da divisão do trabalho é o aumento da desintegração social em razão de trabalhos parcelares e independentes.   
e) O equilíbrio e a coesão social produzidos pela crescente divisão do trabalho decorrem das vontades e das consciências individuais.   
  
3. (Upe 2014)  Leia o texto a seguir:

Acordei pensando... Que não agimos apenas por nosso desejo Que sempre fazemos as coisas pensando em outros... Que nossas ações só existem em relação a nossa família, vizinhança, cidade Que essas ações, de espírito coletivo, geram solidariedade Que quanto mais amor e relações existirem, mais coletivas serão nossas ações Que os desejos ocultos e egoístas camuflam a infelicidade de quem é incapaz de pensar no coletivo.

Disponível em: http://manguevirtual.blogspot.com.br/search/label/POESIA

Acerca dos aspectos que definem o objeto de estudo sociológico contido no texto, assinale a alternativa INCORRETA.  
a) A coerção é uma característica importante para adaptar os indivíduos às regras da sociedade em que vivem.    
b) A educação dos indivíduos é uma forma utilizada pela sociedade para internalizar, nas pessoas, hábitos e costumes do grupo social.    
c) A ação individual é importante para a formação da coletividade, mas a vontade individual é fundamental para a constituição da solidariedade. Sem esta não existe sociedade.    
d) A generalidade é um aspecto importante nas ações coletivas, pois as regras e normas sociais são comuns a todos os membros de uma sociedade.    
e) As instituições sociais são responsáveis pela socialização e pelo controle das ações individuais. Elas ensinam os indivíduos a seguirem as regras sociais que lhes são exteriores.    
  
4. (Upe 2013)  A Sociologia nasce no século XIX com o objetivo de combater a visão de mundo predominante nesse período, defendendo o estudo da ação coletiva e social. Assim, o objeto de estudo da Sociologia é definido como um conjunto de relacionamentos, que os homens estabelecem entre si, na vida em sociedade, num determinado contexto histórico. Na tirinha a seguir, percebe-se um objeto de estudo da Sociologia, que representa o modo de pensar, sentir e agir de um grupo social.


Assinale a alternativa que contém a principal característica desse objeto de estudo.
a) Igualdade   
b) Individualismo   
c) Liberdade   
d) Coerção   
e) Solidariedade   
  
5. (Unioeste 2013)  O sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917), em sua obra As Regras do Método Sociológico, ocupou-se em estabelecer o objeto de estudo da sociologia. Entre as constatações de Durkheim, está a de que o fato social não pode ser definido pela sua generalidade no interior de uma sociedade. Nessa obra, Durkheim elabora um tratamento científico dos fatos sociais e cria uma base para a sociologia no interior de um conjunto coeso de disciplinas sociais, visando fornecer uma base racional e sistemática da sociedade civil.

Sobre o significado do fato social para Durkheim, é correto afirmar que
a) os fenômenos sociais, embora obviamente inexistentes sem os seres humanos, residem nos seres humanos como indivíduos, ou seja, os fatos sociais são os estados mentais ou emoções dos indivíduos.   
b) os fatos sociais, parecem, aos indivíduos, uma realidade que pode ser evitada, de maneira que se apresenta dependente de sua vontade. Nesse sentido, desobedecer a uma norma social não conduz o indivíduo a sanções punitivas.   
c) a proposição fundamental do método de Durkheim é a de que os fatos sociais devem ser tratados como coisas, ou seja, como objeto do conhecimento que a inteligência não penetra de forma natural, mas através da observação e da experimentação.   
d) Durkheim considera os fatos sociais como coisas materiais. Pode-se afirmar, portanto, que todo objeto de ciência é uma coisa material e deve ser abordado a partir do princípio de que o seu estudo deve ser abordado sem ignorar completamente o que são.   
e) os fatos sociais são semelhantes aos fatos psíquicos, pois apresentam um substrato semelhante e evoluem no mesmo meio, de maneira que dependem das mesmas condições.   
  
6. (Uel 2013)  Leia o texto a seguir.

Sentir-se muito angustiado com a ideia de perder seu celular ou de ser incapaz de ficar sem ele por mais de um dia é a origem da chamada “nomofobia”, contração de no mobile phobia, doença que afeta principalmente os viciados em redes sociais que não suportam ficar desconectados. Uma parte da população acha que, se não estiver conectada, perde alguma coisa. E se perdemos alguma coisa, ou se não podemos responder imediatamente, desenvolvemos formas de ansiedade ou nervosismo.

(Adaptado de: O medo de não ter o celular à disposição cria nova fobia. Disponível em: <exame.abril.com.br/estilo-de-vida/comportamento/noticias/o-medo-de-nao-ter-o-celular-a-disposicao-cria-nova-fobia>. Acesso em: 9 abr. 2012.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre socialização e instituições sociais, na perspectiva funcionalista de Durkheim, assinale a alternativa correta.
a) A nomofobia reduz a possibilidade de anomia social na medida em que aproxima o contato em tempo real dos indivíduos, fortalecendo a integração com a vida social.   
b) As interações sociais via tecnologias digitais são uma forma de solidariedade mecânica, pois os indivíduos uniformizam seus comportamentos.   
c) O que faz de uma rede social virtual uma instituição é o fato de exercer um poder coercitivo e ao mesmo tempo desejável sobre os indivíduos.   
d) O uso de interações sociais por recursos tecnológicos constitui um elemento moral a ser compreendido como fato social.   
e) Para a nomofobia ser considerada um fato social, faz-se necessário que esteja presente em uma diversidade de grupos sociais.   
  
7. (Ufu 2002)  Em um de seus estudos mais destacados na Sociologia, Émile Durkheim afirma:

Se, como tentamos estabelecer, a educação tem antes de tudo uma função coletiva, se tem por objetivo adaptar a criança ao meio social onde ela está destinada a viver, é impossível que a sociedade se desinteresse desse tipo de operação (...). É necessário que a educação assegure entre os cidadãos uma suficiente comunhão de ideias e sentimentos, sem a qual qualquer sociedade é impossível; e para que possa produzir esse resultado é também necessário que não seja totalmente abandonada ao arbítrio de particulares (...). Não é sequer admissível que a função do educador possa ser preenchida por alguém que não apresente garantias especiais, a respeito das quais só o Estado pode julgar. (...)
Mas, por outro lado, sem uma certa diversidade, toda cooperação seria impossível: a própria educação assegura a persistência dessa diversidade necessária, diversificando-se e especializando-se.

DURKHEIM, Émile. Educação e Sociologia. São Paulo: Melhoramentos, 1976, p. 90.

Analise as proposições abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.

I. Para Durkheim a educação tem função coletiva, mas deve se submeter às leis da diversidade e da especialização do mercado executadas pela ação do Estado.
II. Durkheim define a educação como um fato social que, em caso de deterioração, poderia até contribuir para um estado de anomia da sociedade.
III. Durkheim vê nos conteúdos da educação uma espécie de cimento da estabilidade social que deve ser garantido pelo juízo institucional do Estado.
IV. Durkheim enfatiza que a educação não pode prescindir de um papel coletivo, sob a tutela estatal, como condição para manter a sociedade viável.
a) As alternativas I, II e IV são corretas.   
b) As alternativas I, II e III são corretas.   
c) As alternativas II, III e IV são corretas.   
d) As alternativas I, III e IV são corretas.   
  
8. (Uema 2014)  A história da cultura brasileira é pontuada pelo “jeitinho brasileiro” e pela cordialidade, frutos da colonização portuguesa. Sérgio Buarque sugere que nossa cultura tem algumas singularidades, tais como: aversão à impessoalidade, forte simpatia e rejeição ao formalismo nas relações sociais. Tais singularidades se refletem no ordenamento da sociedade expresso no fragmento da música Minha história de João do Vale e Raimundo Evangelista, que trata da educação como base da estratificação social na sociedade burguesa.

E quando era noitinha, a meninada ia brincar.
Vige como eu tinha inveja de ver Zezinho contar:
“o professor ralhou comigo,
porque eu não quis estudar” (bis)
Hoje todos são doutor,
E eu continuo um João Ninguém
Mas, quem nasce pra pataca
nunca pode ser vintém.
Ver meus amigos doutor basta pra mim sentir bem (bis)...

João do vale; Chico Evangelista. “Minha história”. In: álbum, João do Vale. Rio de Janeiro: Sony, 1981.

Conforme a contribuição de Karl Marx sobre a análise da sociedade capitalista, os conceitos sociológicos expressos nessa música são 
a) superestrutura, anomia social, racionalidade, alienação.    
b) ação social, infraestrutura, solidariedade orgânica, coesão social.    
c) divisão do trabalho, mais valia, solidariedade mecânica, burocracia.    
d) sansão social, relações de produção, organicismo, forças produtivas.    
e) ideologia, classe social, desigualdade social, relações sociais de trabalho.    
  
9. (Unioeste 2013)  O Manifesto do Partido Comunista, escrito por Marx e Engels no ponto de inflexão entre as reflexões de juventude e a obra de maturidade, sintetiza os resultados da concepção materialista da história alcançados pelos dois autores até 1848. A dinâmica do desenvolvimento histórico é então concebida como resultante do aprofundamento da tensão entre forças produtivas e relações de produção, que se expressaria através da luta política aberta.

Com base na concepção materialista da história defendida por Marx e Engels no Manifesto, selecione a alternativa correta.
a) A história das sociedades humanas até agora existentes tem sido o resultado do agravamento das contradições sociais que, uma vez maturadas, explode através da luta de classes.   
b) A história das sociedades humanas é o resultado dos desígnios da providência que atuam sobre a consciência dos homens e forjam os rumos do desenvolvimento social.   
c) A história das sociedades humanas é o resultado de acontecimentos fortuitos e casuais, independentes da vontade dos homens, que acabam moldando os rumos do desenvolvimento social.   
d) A história das sociedades humanas é o resultado inevitável do desenvolvimento tecnológico, que não só aumenta a produtividade do trabalho, como elimina o antagonismo entre as classes sociais.   
e) A história das sociedades humanas é o resultado da ação desempenhada pelos grandes personagens que, através de sua emulação moral, guiam as massas no sentido das transformações sociais pacíficas.   
  
10. (Unimontes 2013)  Para Karl Marx, sociólogo alemão (1818-1883), as crises no sistema capitalista devem-se à expansão da produção para além daquilo que o mercado pode absorver dentro de uma taxa de lucro considerada satisfatória. Havendo uma descida da taxa de lucro, o investimento diminui, parte da força de trabalho fica desempregada, o que, por sua vez, irá diminuir o poder de compra do consumidor, produzindo nova descida na taxa de lucro etc. A retomada da expansão e o início de um novo ciclo ocorrem quando empresas sobreviventes conquistam as seções do mercado que ficaram livres. São proposições relativas à teoria desse autor, EXCETO
a) A crise tem o efeito de restabelecer o equilíbrio de rendimentos e de recompensas entre o trabalho assalariado e o proprietário de capital, consolidando o sistema de produção capitalista.   
b) As crises não equivalem a uma quebra do sistema capitalista, mas fazem parte de um mecanismo regulador que permite ao sistema dominar as flutuações periódicas a que está sujeito.   
c) As crises são soluções momentâneas e necessárias das contradições existentes, que promovem e restabelecem, durante certo tempo, o equilíbrio perturbado.   
d) O capitalismo organiza-se unicamente em função da expansão do capital, o que requer o desenvolvimento das forças produtivas e busca competitiva do lucro e, por isso, está sujeito a crises endêmicas.   
  
11. (Ufpa 2012)  Um das importantes preocupações sociológicas é a questão a respeito dos fatores que tornam possível a existência e a evolução das sociedades. A ideia de “conflito” assume uma posição contraditória, por este ser considerado ora como “motor das transformações”, ora como fator que “deixa a sociedade estagnada” e impede a evolução. Em relação às consequências do conflito para sociedade, é CORRETO afirmar:
a) Para Karl Marx, o regime capitalista é capaz de produzir cada vez mais. A despeito desse aumento das riquezas, a miséria continua sendo a sorte da maioria. Essa contradição irá gerar conflitos que, mais cedo ou mais tarde, desencadearão um processo de reforma da sociedade que a reorganizará com critérios científicos.   
b) Para Karl Marx, a supressão das contradições de classe deve levar logicamente ao desaparecimento do Estado, pois este é um dos subprodutos ou a expressão dos conflitos sociais.   
c) O marxismo exclui a possibilidade de haver um paralelismo entre o desenvolvimento das forças produtivas, a transformação das relações de produção, a intensificação da luta de classes e dos conflitos que marcam a marcha para a revolução.   
d) Durkheim diz que os conflitos entre trabalhadores e empresários demonstram a falta de organização ou a anomia parcial da sociedade moderna, que deve ser corrigida com uma revolução do proletariado, que restaure o consenso social.   
e) Durkheim acredita que a forma como os indivíduos se organizam socialmente para produzir determina a sua visão de mundo. Ou seja, ele acredita que não é a consciência dos homens que determina a realidade, mas, ao contrário, é a realidade social e principalmente seus conflitos que determina a consciência coletiva.   
  
12. (Interbits 2012)  Leia.

Tá vendo aquele edifício, moço?
Ajudei a levantar.
Foi um tempo de aflição,
eram quatro condução,
duas pra ir, duas pra voltar.
Hoje depois dele pronto,
olho pra cima e fico tonto,
mas me vem um cidadão
e me diz desconfiado:
"Tu tá aí admirado? Ou tá querendo roubar?"
Meu domingo tá perdido,
vou pra casa entristecido,
dá vontade de beber.
E pra aumentar meu tédio,
eu nem posso olhar pro prédio
que eu ajudei a fazer.

(...)

RAMALHO, Zé. Composição: Lucio Barbosa. Cidadão. Frevoador. Columbia (Sony Music) [CD], 1992.

A música Cidadão, interpretada por Zé Ramalho, apresenta uma situação na qual um trabalhador conta sobre a sua experiência de ser impedida de contemplar o fruto do seu trabalho. Qual conceito sociológico é o mais adequado para compreendermos essa relação entre trabalhador e mercadoria?
a) Fetichismo da mercadoria.   
b) Fato social.   
c) Alienação.   
d) Socialização.   
e) Ação social.   
  
13. (Interbits 2012)  Segundo Karl Marx, a sociedade capitalista conhece basicamente duas classes: a burguesia e o proletariado. Na abordagem marxista, como se dá a relação entre elas?
a) As duas classes estão em harmonia. Ambas se complementam em um processo produtivo: os burgueses oferecem empregos, enquanto os proletários trabalham contribuindo para o progresso da civilização.   
b) Elas estão em constantes disputas políticas. Tais disputas aparecem, no Brasil, na polarização entre PT e PSDB, sendo o PT o partido dos trabalhadores (proletários) e o PSDB o partido dos empresários (burgueses). A alternância entre esses dois partidos no poder é o que definirá o modelo econômico da nação.   
c) Essas duas classes estão em luta. Enquanto os burgueses tentam exercer sua dominação sobre o proletariado, estes procuram resistir e fugir dessa relação de opressão.   
d) As duas classes estão em relação de solidariedade orgânica. O capitalismo surge em uma sociedade moderna, marcada por uma complexa divisão do trabalho. Longe de produzir desagregações, essa complexidade favorece a coesão social devido à dependência mútua de todos os indivíduos.    
e) As classes sociais estão em processo de fusão. Devido à mundialização do capital, não haverá mais classes sociais. Todos serão híbridos de empreendedores e trabalhadores, em uma sociedade regulada pelo mercado.    
  
14. (Interbits 2012)  “A ideologia, como consciência invertida, teria o papel de amparar o domínio de uma classe ou grupo social sobre as demais. Por meio da ideologia, essa classe ou grupo social se faria hegemônica, como que convencendo as outras de que seus interesses e valores seriam universais”.

RICUPERO, Bernardo. Sete lições sobre as interpretações do Brasil. São Paulo: Alameda, 2008, p. 32-33.

A partir da definição acima e dos seus conhecimentos sobre classe social no sentido pensado por Karl Marx, quais das frases abaixo podem ser consideradas de cunho ideológico?

I. “Todo homem tem seu preço”.
II. “Antes tarde do que nunca”.
III. “Quem não trabalha também não deve comer”.
IV. “Diga-me com quem andas e eu te direi quem és”.
V. “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.
a) Somente I e II.   
b) Somente I e III.   
c) Somente III e IV.   
d) Somente IV e V.   
e) Somente I, II e III.   
  
15. (Uel 2015)  Leia o texto a seguir.

Lembra-te de que tempo é dinheiro; aquele que pode ganhar dez xelins por dia por seu trabalho e vai passear, ou fica vadiando metade do dia, embora não despenda mais do que seis pence durante seu divertimento ou vadiação, não deve computar apenas essa despesa; gastou, na realidade, ou melhor, jogou fora, cinco xelins a mais.
WEBER, M. A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. São Paulo: Pioneira; Brasília: UNB, 1981, p.29.

O conselho de Benjamin Franklin é analisado por Max Weber (1864-1920) na obra A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo.
Com base nessa obra, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a compreensão weberiana sobre o sentido da conduta do indivíduo na formação do capitalismo moderno ocidental.
a) Tradicionalidade.   
b) Racionalidade.   
c) Funcionalidade.   
d) Utilitariedade.   
e) Organicidade.   

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Leia o texto a seguir e responda à(s) próxima(s) questão(ões).

O desenvolvimento da civilização e de seus modos de produção fez aumentar o poder bélico entre os homens, generalizando no planeta a atitude de permanente violência. No mundo contemporâneo, a formação dos Estados nacionais fez dos exércitos instituições de defesa de fronteiras e fator estratégico de permanente disputa entre nações. Nos armamentos militares se concentra o grande potencial de destruição da humanidade. Cada Estado, em nome da autodefesa e dos interesses do cidadão comum, desenvolve mecanismos de controle cada vez mais potentes e ostensivos. O uso da força pelo Estado transforma-se em recurso cotidianamente utilizado no combate à violência e à criminalidade.

Adaptado de: COSTA, C. Sociologia: introdução à ciência da sociedade. São Paulo: Moderna, 1997. p.283-285.


16. (Uel 2015)  Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a concepção sociológica weberiana sobre o uso da força pelo Estado contemporâneo.
a) A força militar contemporânea, por seu poder de persuasão e atributos personalísticos, é um agente exemplar do tipo de dominação carismática.   
b) Na sociedade contemporânea, o poder compartilhado entre cidadãos e Estado, para o uso da força, define a dominação legítima do tipo racional-legal.   
c) O Estado contemporâneo caracteriza-se pela fragmentação do poder de força, conforme o tipo ideal de dominação carismática, a exemplo do patriarca.   
d) O Estado contemporâneo define-se pelo direito de monopólio do uso da força, baseado na dominação legítima do tipo racional-legal.   
e) O tipo ideal de dominação tradicional é exercido com base na legitimidade e na legalidade do poder de uso democrático da força pelo Estado contemporâneo.   
  
17. (Uel 2014)  Leia o texto a seguir.

Antigamente nem em sonho existia tantas pontes sobre os rios, nem asfalto nas estradas. Mas hoje em dia tudo é muito diferente com o progresso nossa gente nem sequer faz uma ideia.
Tenho saudade de rever nas currutelas as mocinhas nas janelas acenando uma flor. Por tudo isso eu lamento e confesso que a marcha do progresso é a minha grande dor. Cada jamanta que eu vejo carregada transportando uma boiada me aperta o coração. E quando olho minha traia pendurada de tristeza dou risada pra não chorar de paixão.

(Adaptado de: Nonô Basílio e Índio Vago. Mágoa de Boiadeiro.)

O texto aproxima-se sociologicamente da leitura teórica de
a) Comte, que defende a necessidade de formas tradicionais de vida em detrimento da desilusão do progresso.   
b) Durkheim, que analisa o progresso como elemento desagregador da vida social ao provocar o enfraquecimento das instituições.   
c) Marx, que condena o desenvolvimento das forças produtivas por seus efeitos alienantes sobre o homem.   
d) Spencer, que tem uma leitura romântica da sociedade e vê o passado como mais rico culturalmente.   
e) Weber, para quem a modernização e a racionalização é acompanhada pelo desencantamento do mundo.   
  
18. (Interbits 2014)  Segundo Max Weber, podem existir 4 tipos puros de ação social. Relacione a primeira coluna com a segunda, de acordo com o tipo de ação social mais adequado a cada uma das situações:

( 1 ) Homem que uma vez por semana vai à missa.
(     ) Ação racional com relação a valores.
( 2 ) Mulher que deixa o marido por ele tê-la traído.
(     ) Ação racional com relação a fins.
( 3 ) Mulher correndo por 2 horas para poder emagrecer.
(     ) Ação tradicional.
( 4 ) Homem comendo comida vegetariana por respeito aos animais.
(     ) Ação afetiva.

  
19. (Interbits 2014)  A sociologia desenvolvida por Max Weber é tradicionalmente conhecida como sociologia compreensiva. Assinale a alternativa correta a respeito da sociologia weberiana:
a) Para Max Weber, os fatos sociais devem ser tratados como coisas.   
b) Para Weber, a ação compreensiva é a ação com sentido, sendo analisada mediante tipos puros ou ideais.   
c) Segundo Weber, a sociologia deve estar comprometida com a transformação social resultante da luta de classes.   
d) Weber está interessado em compreender o desenvolvimento do capitalismo moderno. Por isso ele desenvolve a noção de solidariedade orgânica e mecânica.   
e) Weber pouco se interessou pelo fenômeno da Religião. Segundo ele, a religião é o ópio do povo e, por isso, deve ser substituída pela razão como forma de compreender o mundo.   
  
20. (Unioeste 2013)  A Sociologia de Max Weber é considerada uma ciência compreensiva e explicativa. Na sua concepção, compete ao sociólogo compreender e interpretar a ação dos indivíduos, assim como os valores pelos quais os indivíduos compreendem suas próprias intenções pela introspecção ou pela interpretação da conduta de outros indivíduos.

Sobre a sociologia compreensiva de Max Weber, é correto afirmar que
a) segundo o método da sociologia compreensiva de Max Weber, há uma ênfase metodológica sobre a sociedade como a unidade inicial da explicação para se chegar a significados objetivos de ação social.    
b) na sociologia compreensiva de Max Weber, a primeira tarefa da sociologia é reformar a sociedade ou gerar algum tipo de teoria revolucionária. Weber herda efetivamente um ponto de vista sociológico compreensivo imputado à escola marxista.   
c) para Max Weber, a sociologia está voltada unicamente para a compreensão dos fenômenos sociais. Na sociologia compreensiva, o homem não consegue compreender as intenções dos outros em termos de suas intenções professadas.   
d) no método compreensivo de Weber, os fenômenos sociais são considerados como a simples expressão de causas exteriores que se impõem aos indivíduos. Weber define a sociologia compreensiva em termos de fatos sociais e não em termos de atividade ou ação.   
e) Max Weber entende por sociologia compreensiva uma ciência que se propõe a compreender a atividade social e, deste modo, explicar causalmente seu desenrolar e seus efeitos. Para explicar o mundo social, importa compreender também a ação dos seres humanos do ponto de vista do sentido e dos valores.   
  
21. (Interbits 2012)  Max Weber e Karl Marx foram sociólogos que procuraram compreender as transformações na sociedade moderna. Entretanto, em muitos pontos, eles apresentam ideias bastante divergentes. Assinale se as frases a seguir dizem respeito à sociologia de Marx ou à sociologia de Weber.

MARX
WEBER
1. As transformações na sociedade são decorrentes, principalmente, das alterações no modo de produção da vida material.
2. As transformações na sociedade possuem diversas causas.
3. A estratificação social é influenciada por diferenças de classe, status e partido.
4. As classes sociais decorrem das relações de produção e da divisão do trabalho.
5. O Estado é definido pela posse do monopólio do uso legítimo da força.
6. O Estado está relacionado com a superestrutura da sociedade.
7.  A luta de classes é o motor da história.






Gabarito: 



 1: [B]

2:  [B]

3:  [C]

4:  [D]

5:  [C]

6:  [D]

7:  [C]

8:  [E]

9:  [A]

10:  [A]

11:  [B]

12:  [C]

13:  [C]

14:  [B]

15:  [B]

16:  [D]

17:  [E]

18:  ( 1 ) Ação tradicional. Ir à missa corresponde, de forma geral, a uma ação ancorada na tradição religiosa.
( 2 ) Ação afetiva. São as emoções que levam a mulher a ter esse tipo de ação.
( 3 ) Ação racional com relação a fins. A corrida está relacionada a um objetivo: o emagrecimento.
( 4 ) Ação racional com relação a valores. A decisão de não comer animais é racional, e tem como princípio o respeito a um valor moral.  

19:  [B]

20:  [E]


21:  Marx: 1, 4, 6 e 7. e  Weber: 2, 3 e 5.